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Aids 28 anos depois: o que mudou?
18/6/2009
(Carolina Bocchi Maia, Coren PR – 30174)
A epidemia da aids , presente no nosso meio há pouco mais de 20 anos, traz associada certos conceitos arraigados especialmente em relação à sexualidade e nos confronta com o medo, com o reconhecimento do possível, da morte. Revela-nos também uma verdade incômoda onde homens, mulheres e crianças, independemente de religião, raça, idade ou condição sócio- econômica, podem contrair o HIV.
Entendida também como possível doença que se cronifica, ela apresenta peculiaridades que a torna muito especial, uma vez que a despeito dos avanços tecnológicos obtidos, sobretudo na assistência aos doentes em função da distribuição universal dos medicamentos antiretrovirais, e a conseqüente melhoria na qualidade de vida dos sujeitos, a ciência enfrenta diversas dificuldades para contê - la.
Além disso, apesar de comprovadas somente três categorias de transmissão até o presente, respectivamente a sexual, a sangüínea e a vertical, a humanidade num misto de incredulidade, pasmo e medo, mesclados com atitudes discriminatórias, denunciam os mais variados preconceitos.
Neste 28 anos desde a ocorrência do primeiro caso de Aids, se observou um rápido crescimento de casos entre mulheres jovens, apaixonadas, monogâmicas, não usuárias de drogas, emocionalmente e financeiramente dependentes dos parceiros provocando com isto, uma alteração de perfil da epidemia.
Entre as mulheres o enfrentamento da Aids permanece como uma tarefa desafiadora. Há a necessidade de lidar com as questões de gênero e com os aspectos políticos e econômicos envolvidos no seu controle, como também com importantes dimensões éticas, de saúde reprodutiva e de direitos humanos.
A epidemia da aids, hoje, é uma questão que afeta diretamente ou indiretamente, toda a humanidade. E metade da humanidade é constituída por mulheres, cabendo a cada uma interromper o elo que estiver ao seu alcance, assumindo, desta forma, o papel de protagonista da sua própria história.
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